O inverno na serra traz uma beleza ímpar. Não sei bem o que é. Não sei se é o azul mais forte e limpo. Não sei se são as flores que nascem nesta época. Aliás,  não imaginava quanta flor o inverno traz! Pode ser o ar que entra nos pulmões de uma forma estranha… parece que entra em maior quantidade, ou com mais força. Ou então é o sol. Ficar ao sol nesta época na serra é especial. Parece que o sol beija a nossa pele, abraça e envolve o corpo da gente. Aquece a alma, conforta o coração.

A noite a temperatura desce. Mas a gente se acostuma ao frio. Toma uma sopa quentinha, abre um bom vinho, abraça os cachorros que parecem de pelúcia.

Hoje o dia esta tão lindo! As vezes eu tenho a impressão de que a gente esquece que houve dias lindos antes dos dias frios e chuvosos. Parece que esse é o primeiro em séculos. Acho que dia lindo é sinônimo de “presente”. O melhor dia lindo é o dia lindo de hoje.

Ontem a noite fomos para a varanda ver o céu. Estreladíssimo. A gente tem a sensação de ouvir mesmo as estrelas. Mas o que mexe mesmo comigo são os cheiros. Os lugares tem cheiros, assim como as pessoas e os momentos.

A minha casa em Teresópolis tem um cheiro. Cheiro de paz. Cheiro das flores e árvores que já estavam lá e das que plantamos. Cheiro dos cachorros brincando por perto. Cheiro da Carolina feliz.

Como Recife. Tem um cheiro especial. Sempre que eu volta lá eu sinto. Cheiro de vó. Cheiro de férias. Do tempo da inocência.

Brasília. E só sair do aeroporto que sinto. Infância. Cheiro de mãe e pai por perto cuidando. Despreocupação total.

Buenos Aires tem cheiro bom de cidade culta, tempos de muita alegria.

Felicidade tem cheiro!

As flores lá de casa:

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