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Nossa primeira “aventura radical” com a criança. Lá fomos nós para a Chapada dos Veadeiros, em Goiás.

A viagem até nossa instalação na Pousada Maya, incluindo tempo de espera no aeroporto do Rio de Janeiro e aluguel de carro em Brasília, durou 7 horas. Sendo que 3 horas foi o tempo que levamos na estrada que liga Brasília/DF a Alto Paraíso/GO. Isso quer dizer que durante cerca de 4 horas a criança estava que nem pinto no lixo e durante as seguintes 3 horas, prevaleceu o velho conhecido “já chegamos?” de 10 em 10 minutos.

O cansaço da viagem desapareceu quando chegamos à Pousada e nos deparamos com aquela vista linda, aconchegante, de horizontes…

O atendimento é maravilhoso. A comida é boa e feita com cuidado. O quarto muito bom (amplo, claro, limpo), detalhes charmosos por todo lado, ambiente agradável e o principal: super-hiper-kids-friendly!!! A criança teve atendimento de princesinha!!!

Dia 1

Para Carolzinha o cansaço desapareceu quando deu de cara com a piscina. Foi só o tempo de trocar de roupa para entrar nela.

No dia seguinte começamos os passeios.

Dia 2

Primeira parada: Centro de Apoio ao Turista (CAT), no centrinho da cidade de  Alto Paraíso. Após as muitas informações, a confirmação de que não poderíamos fazer as trilhas do Parque Nacional, pois não é permitida a entrada de crianças menores que 5 anos e um mapinha (meio mixuruca, mas o único que tinham no CAT – vendido a R$ 2,00) nas mãos, escolhemos nossos passeios.

É importante a ida ao CAT porque alguns passeios só podem ser feitos com o acompanhamento de um guia credenciado. Nós escolhemos passeios que não precisam de guias.

Muitas atrações ficam dentro de propriedades particulares, que cobram taxas para o acesso às cachoeiras e oferecem alguma infra-estrutura.

– Cachoeira de São Bento – 9 Km de Alto Paraíso em direção a São Jorge

São 3 cachoeiras: a de São Bento, Almécegas I e Almécegas II.  A primeira fica logo ali, no início, pertinho (300 metros) do estacionamento. As outras duas ficam mais distantes, mas dá para fazer uma parte de carro (3 km) até a entrada das 2 trilhas. Aí demos uma mancada, que o rapaz lá da entrada bem poderia ter evitado… Escolhemos fazer primeiro a trilha da Almécegas I. Dura caminhada… Cerca de 1 km. Sobe/desce pedras e pedregulhos e uma boa parte da trilha o pai teve que levar a criança no colo.

Linda vista da cachoeira, mas a descida até o poço era muito íngrime… acabamos voltando dali mesmo. Descartamos a Almécegas II, tipo “se a I é difícil, imagina a II”…

Tarde demais descobrimos que a II ficava a poucos metros de onde estacionamos, que a trilha era fácil e o poço ótimo para banho.

Voltamos para o início onde marcamos o almoço (que tem que ser agendado), uma comidinha caseira muito boa, lá mesmo do lado da Cachoeira São Bento. E rumo a cachoeira: cerca de 300 metros. Trilha fácil, curta e cheia de goiabeiras cheias de goiabas! Na cachoeira dá para se refrescar.

Cachoeira dos Cristais

De tarde ainda fomos nos esbaldar na Cachoeira dos Cristais. A 5 km de Alto Paraíso, em direção a Teresina de Goiás pela GO 118, e mais 1 km de estrada de terra. Após o estacionamento, são apenas 200 m de caminhada até o primeiro poço, ideal para família com crianças ou idosos – o Poço da Vovó. A trilha vai descendo e a cada 300m tem uma nova cachoeira. Todas pequenas, variam de 2 a 6 metros de altura, com pequenos poços para banho. Ótimo lugar para ficar à toa, debaixo de uma árvore e com uma bela visão da Serra da Baliza e do Vale do Moinho.

De volta a Pousada, pausa para relaxar…

Dia 3

Vale da Lua

Partindo de Alto Paraíso, são cerca de 23 km de asfalto e 11 km de estrada de terra. A cachoeira está a cerca de 700 m do estacionamento/entrada, e a gente caminha por um leito de pedras em formatos arredondados que lembram as crateras da Lua (na verdade é um conjunto de formações rochosas cavadas nas pedras pelas corredeiras de águas transparentes do rio São Miguel). Nível de dificuldade baixo a moderado e um bom poço no final para refrescar.

No caminho de volta a descoberta de uma “floresta”de planta sensitiva/dormideira…

Daí partimos para as “Águas Termais”. Confesso que não gostei. Me deu uma sensação de estar boiando em um prato de sopa quente.Mas a Carol A-D-O-R-O-U!!!

Na entrada tem um pequeno restaurante que serve um prato de galinha caipira ou peixe que leva cerca de 45 minutos para ficar pronto. Mas como já era mais do que hora de almoçarmos, ficamos com uma refeição caseira mais comum…

Dia 4

Poço Encantado: a quase 55 km de Alto Paraíso e 12 km antes de Teresina de Goiás na GO 118. Tem uma lanchonete/restaurante com vista para a cachoeira e uma trilha com menos de 300 m passando por uma ponte suspensa até o poço – cheio de peixinhos. Muito bom para entrar na água e brincar na areia.

Loquinhas: Acesso pela Rua do Segredo, a 3 km do centro da cidade de Alto Paraíso. É um complexo de sete poços águas cor de esmeralda. Fácil visitação para crianças e pessoas da terceira idade. Muro de pedra feito por escravos, trilha ecológica, ponte suspensa, 780m de passarela de madeira ladeando o córrego Passatempo facilitando os banhos e preservando o meio ambiente.

Estas últimas cachoeiras (Loquinhas) foram vistas rapidamente. Ouvimos falar e vimos fotos de lugares lindíssimos, mas não daria pra visitar com uma criança de “quase” 5 anos, por causa da dificuldade ou pelo tempo que escolhemos ficar por lá.

A verdade é que em 4 dias nem mesmo adultos conseguem ver todas as maravilhas da Chapada. Ou precisam de mais dias ou precisam voltar…

A bateria da criança já estava no fim. Embora tenha dito várias vezes que queria morar na Chapada, já não via a hora de estar dentro do avião voltando para a rotina dela.

E assim voltamos, no melhor estilo Toot & Puddle (“visitamos novos lugares…”).

Aliás, a National Geographic tem uma página dedicada ao programa infantil. Vale a pena olhar: http://www.nationalgeographic.com/tootandpuddle/

Pelo site dá para imprimir esse livrinho de viagem com atividades:

printtravel.pdf

Alguns links para pesquisa:

www.chapadadosveadeiros.info

www.eco.tur.br

www.chapadadosveadeiros.com

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